Abstract

Sistemas de reconstrução de sinais se apoiam na estimação de parâmetros a partir de amostras temporais recebidas. Em calorimetria de altas energias, o sinal é conformado de modo que seu formato seja fixo e a amplitude corresponda ao parâmetro a ser estimado. Tipicamente, métodos lineares são empregados, visto que o ruído eletrônico presente no sinal recebido pode ser modelado por uma função Gaussiana. Entretanto, em operações com alta taxa de eventos, como as presentes no LHC, no CERN, o sinal recebido é deformado pelo efeito de empilhamento de sinais, comprometendo a eficiência de métodos lineares. Dessa forma, este trabalho avalia o uso de estimadores baseados na teoria da máxima verossimilhança (MLE), em que o ruído é descrito por funções multivariadas Gaussiana e Lognormal. Para comparar a eficiência, foi gerado um conjunto de dados contendo diferentes condições de empilhamento de sinais, considerando o calorímetro de telhas (TileCal) do ATLAS no LHC. Os resultados mostram que os métodos baseados em MLE apresentam melhores eficiências quando comparados ao método atualmente utilizado no TileCal.