Abstract

Projetar um processador soft-core para instrumentação científica é um ciclo de modelagem computacional: o algoritmo é descrito em alto nível, compilado para uma arquitetura gerada sob demanda e validado por simulação antes de chegar ao hardware. Percorrer esse ciclo, porém, exige domínio de linguagens e ferramentas próprias. Este trabalho apresenta a Aurora Intelligence, assistente de inteligência artificial integrada ao ambiente de desenvolvimento AURORA, interface do ecossistema do processador soft-core SAPHO, concebido pelo NIPS-CERN/UFJF. Diferentemente de assistentes genéricas, ela é especializada na linguagem C±, própria do SAPHO, por um system prompt derivado do compilador yanc e por ferramentas de domínio, o que reduz o risco de alucinação sobre as regras do processador. Sua arquitetura é agnóstica ao provedor, opera com modelos de nuvem ou locais e expõe a API do ambiente como um servidor local de Protocolo de Contexto de Modelo (Model Context Protocol, MCP), sob um modelo de permissão. Em estudo de caso, a assistente reconhece de forma autônoma uma redundância semântica no Assembly de um processador de FFT (Fast Fourier Transform) e a elimina dentro do próprio fluxo de compilação, reduzindo o código de 325 para 269 instruções, 17,2% a menos, sem alterar a saída da simulação.

Aurora IntelligenceModelos de linguagemModelagem e simulação de hardwareProcessador soft-core SAPHOModel Context ProtocolENMC