Tour pela interface¶
Uma janela, cinco regiões: a barra de ferramentas no topo, a árvore de arquivos à esquerda, o editor no centro, os terminais embaixo e a barra de status no rodapé. O painel da Aurora Intelligence, quando aberto, entra à direita.
Figura 19 A janela com um projeto aberto. Esta captura serve de mapa para o restante do capítulo.¶
A barra de ferramentas¶
Os botões se agrupam por assunto, da esquerda para a direita. Um botão cinza está desabilitado porque falta um pré-requisito; o tooltip diz qual.
Projeto¶
Novo Projeto cria um projeto do zero; Abrir Projeto abre um arquivo .spf existente. O primeiro ícone recolhe e restaura a árvore lateral.
Processador¶
Hub de Processadores cria um processador novo. Compilar C± compila o arquivo .cmm em foco no editor; só habilita quando um .cmm está aberto e em foco. A engrenagem abre a configuração de simulação do processador ativo: frequência de clock, número de ciclos e exibição de arrays na onda.
Síntese¶
Sintetizar Verilog valida o projeto: elabora todos os fontes a partir do Top Level e gera a hierarquia de módulos. Abrir PRISM faz o mesmo e abre o diagrama do circuito. Os dois exigem um Top Level definido.
Ondas¶
Da esquerda para a direita: as chaves de simulador (Icarus ou Verilator) e de visualizador (GTKWave ou Surfer); Analisar Verilog, que simula e abre a onda; Execução rápida, sem onda; Cancelar; a Configuração de ondas; o seletor de layout; e o Teste do processador sintetizado. As escolhas deste grupo estão explicadas em Formas de onda e Simulação do processador.
Ferramentas¶
Controle de Versão abre o painel git (o badge mostra quantos arquivos mudaram); Bibliotecas Python gerencia pacotes para testbenches cocotb; Configurações abre as preferências; Assistente IA abre a Aurora Intelligence (atalho Ctrl+K).
A árvore de arquivos¶
A árvore tem três visões, alternadas pelo botão no seu cabeçalho:
- Arquivos
Os fontes do projeto agrupados por processador, mais os importados. É a visão de trabalho: aqui se define o Top Level e o Testbench Top pelo menu de contexto.
- Pastas
O disco como ele é, com criar, renomear, mover, copiar e excluir, arrastar e soltar, e Ctrl+Z para desfazer.
- Hierarquia
A árvore de instâncias do design, disponível depois de uma sintetização Verilog. Clicar em um módulo abre o fonte na linha da definição.
O cabeçalho da árvore ainda traz: novo arquivo, atualizar, busca nos arquivos (Ctrl+Shift+F), abrir a pasta no explorador, backup do projeto (gera um zip datado em Backup/) e fechar o projeto.
O editor¶
O editor é o Monaco, o mesmo do VS Code, com realce para C±, assembly SAPHO, Verilog, SystemVerilog e Python. Clique simples na árvore abre o arquivo em modo prévia (aba em itálico, substituída pela próxima prévia); duplo clique fixa a aba.
Três botões flutuam no painel em foco: dividir o editor (até três painéis), pré-visualizar Markdown e HTML, e formatar o arquivo (Shift+Alt+F). Para Verilog, dois analisadores trabalham enquanto você digita: um sintático, que também formata, e um semântico, que elabora o projeto inteiro e aponta sinais não declarados e incompatibilidades de porta.
Selecionar um trecho de código faz aparecer uma estrela: é o acesso rápido à Aurora Intelligence sobre aquela seleção (explicar, corrigir, melhorar, comentar).
Os terminais¶
Seis abas, uma por etapa: TCMM (compilação C±), TASM (montagem e geração do Verilog), TVERI (validação Verilog, hierarquia, PRISM), TWAVE (simulação e ondas), THTEST (teste do processador sintetizado) e TCMD, que é um PowerShell de verdade dentro da AURORA.
As mensagens chegam classificadas (erro, aviso, sucesso, dica) e podem ser filtradas pelos botões com contadores. Referências como arquivo.v:15 são links: o clique abre o arquivo naquela linha. O botão de exportar salva o conteúdo de todos os terminais em um .txt.
O TCMD merece um capítulo próprio de dicas em Controle de versão, Python e configurações; por ora, dois comandos: apython chama o Python embarcado da AURORA, e Use-Python aurora faz python significar o embarcado naquela sessão.
A barra de status¶
Da esquerda para a direita: Pronto ou Não Pronto (clicável quando não há projeto: abre o diálogo de abrir); o processador ativo; o andamento da compilação; o Top Level; o Testbench Top; o motor de simulação escolhido; a posição do cursor com o controle de zoom; e a conta GitHub, que abre o painel de controle de versão.
Paleta de comandos e busca¶
Ctrl+Shift+K (ou Ctrl+Shift+P) abre a paleta de comandos, com tudo o que os botões fazem, pesquisável pelo nome. Ctrl+Shift+F abre a busca em todos os arquivos do projeto, com opções de maiúsculas, palavra inteira e expressão regular.
Com o mapa em mãos, o próximo capítulo explica como um projeto se organiza no disco: Organização de um projeto.